{"id":2693,"date":"2021-02-09T23:29:59","date_gmt":"2021-02-10T01:29:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.danielquintanasperb.com.br\/website\/?p=2693"},"modified":"2023-04-05T15:57:23","modified_gmt":"2023-04-05T18:57:23","slug":"por-que-o-design-vai-salvar-ou-ressignificar-o-seu-negocio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.danielquintanasperb.com.br\/website\/por-que-o-design-vai-salvar-ou-ressignificar-o-seu-negocio\/","title":{"rendered":"Por que o Design vai salvar ou ressignificar o seu neg\u00f3cio?"},"content":{"rendered":"\n<p><em>A&nbsp;<\/em><strong><em>crise econ\u00f4mica que vivemos \u00e9 um problema de desenho<\/em><\/strong><em>&nbsp;criado na revolu\u00e7\u00e3o industrial, com uma economia predominantemente centrada no produto e n\u00e3o no servi\u00e7o.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Coexistimos com a predomin\u00e2ncia da instabilidade,&nbsp;da imprevisibilidade, da incerteza e das rela\u00e7\u00f5es complexas entre os agentes econ\u00f4micos e sociais.&nbsp;<\/em><strong><em>N\u00e3o podemos resolver problemas complexos com a mesma l\u00f3gica mec\u00e2nica que os criaram<\/em><\/strong><em>&nbsp;e este impasse est\u00e1 nos impondo uma nova forma de pensar e agir.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Estamos vivendo a ascens\u00e3o da classe criativa,&nbsp;<\/em><strong><em>o empoderamento do sujeito criativo como agente catalisador de mudan\u00e7a nas organiza\u00e7\u00f5es<\/em><\/strong><em>.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Modelos de neg\u00f3cios que se desenvolveram em uma economia industrial est\u00e3o expirando<\/em><\/strong><em>&nbsp;devido a incompatibilidade com a era do conhecimento, baseada na nova ordem da economia criativa.\n\n\n\n<p><em>A hist\u00f3ria est\u00e1 repleta de&nbsp;<\/em><strong><em>gigantes que desapareceram devido a miopia causada pelo foco em seus produtos<\/em><\/strong><em>, e n\u00e3o em seus neg\u00f3cios.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>A 3M defende que as&nbsp;<\/em><strong><em>empresas precisam se adaptar e cultivar algum n\u00edvel de inova\u00e7\u00e3o para n\u00e3o perderem espa\u00e7o no mercado e n\u00e3o desaparecerem<\/em><\/strong><em>.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Com investimentos superiores a 100 milh\u00f5es de d\u00f3lares, a&nbsp;<\/em><strong><em>IBM quer transformar a cultura \u201cde engenheiros\u201d que predomina h\u00e1 d\u00e9cadas na companhia para uma cultura com foco no Design<\/em><\/strong><em>.&nbsp;Seus planos n\u00e3o s\u00e3o de apenas implementar o Design Thinking em toda a empresa, mas tamb\u00e9m se posicionar como refer\u00eancia em inova\u00e7\u00e3o. A empresa criou uma premia\u00e7\u00e3o chamada&nbsp;<\/em><a href=\"https:\/\/badges.mybluemix.net\/collection\/design_thinking\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><em>IBM Design Thinking Practitioner<\/em><\/strong><\/a><em>, uma estrat\u00e9gia da IBM para aplicar o Design Thinking em conson\u00e2ncia com as demandas de uma empresa moderna.&nbsp;<\/em><strong><em>S\u00e3o 4 n\u00edveis de distin\u00e7\u00f5es feitas aos Design Thinkers na IBM: O IBM Design Thinking Co Creator, Leader, Coach e Practitioner.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>N\u00edvel 1:&nbsp;<\/em><strong><em>IBM Design Thinking Co Creator<\/em><\/strong><em>: Contribuinte ativo nos processo de Design Thinking dentro da empresa;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>N\u00edvel 2:&nbsp;<\/em><strong><em>IBM Design Thinking Leader<\/em><\/strong><em>:Lideran\u00e7a junto as equipes para a pr\u00e1tica do Design Thinking;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>N\u00edvel 3:&nbsp;<\/em><strong><em>IBM Design Thinking Coach<\/em><\/strong><em>: Representa uma lideran\u00e7a avan\u00e7ada capaz de formar lideran\u00e7as;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>N\u00edvel 4:&nbsp;<\/em><strong><em>IBM Design Thinking Practitioner<\/em><\/strong><em>: Praticante ativo do Design Thinking na empresa, possui total autonomia para implement\u00e1-lo na empresa.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O&nbsp;<\/em><strong><em>Design tem impactado o mundo dos neg\u00f3cios e tornado a criatividade o mais importante ativo da economia para gera\u00e7\u00e3o de inova\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><em>.&nbsp;Sendo assim, a cria\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas para o exerc\u00edcio da criatividade \u00e9 pr\u00e9-condi\u00e7\u00e3o para a sobreviv\u00eancia no mundo dos neg\u00f3cios.&nbsp;Sempre que uma empresa projeta um novo produto, servi\u00e7o ou experi\u00eancia, torna-se essencial desenhar seu modelo de neg\u00f3cio.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>A&nbsp;<\/em><strong><em>vantagem competitiva de amanh\u00e3 n\u00e3o ser\u00e1 baseada na inova\u00e7\u00e3o de produtos e processos<\/em><\/strong><em>, mas na&nbsp;<\/em><strong><em>inova\u00e7\u00e3o em modelos de neg\u00f3cios<\/em><\/strong><em>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>O que h\u00e1 em comum entre as 10 empresas mais valiosas do mundo?<\/em><\/strong><em>&nbsp;Antes da resposta, vamos entender melhor o que \u00e9 Design e como ele vai salvar ou ressignificar o seu neg\u00f3cio.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Design n\u00e3o \u00e9 arte<\/em><\/strong><em>, n\u00e3o \u00e9 artesanato, n\u00e3o \u00e9 publicidade,&nbsp;<\/em><strong><em>n\u00e3o \u00e9 marketing<\/em><\/strong><em>, n\u00e3o \u00e9 arquitetura, n\u00e3o \u00e9 engenharia e&nbsp;<\/em><strong><em>tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 inform\u00e1tica<\/em><\/strong><em>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>As palavras neolatinas disegno, des\u00e8n, dessin, dessina, dessiny, dise\u00f1o, dese\u00f1o e desenho correspondem, em qualquer dicion\u00e1rio, ao termo ingl\u00eas Design e vice-versa. Os termos italiano, romeno, franc\u00eas, proven\u00e7al, catal\u00e3o, castelhano, galego e portugu\u00eas, listados respectivamente, quando escritos com a letra \u201cD\u201d mai\u00fascula, significam Desenho. Isso quer dizer que se trata de um substantivo pr\u00f3prio que denota a atividade fundamental (Desenho Industrial ou Design como se popularizou), seja como&nbsp;<\/em><strong><em>conceito criativo, t\u00e9cnica para projetos de produtos industriais ou estrat\u00e9gia para a inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>O termo &#8220;Design&#8221; escrito com um \u2018D\u2019 mai\u00fasculo \u00e9 referenciado no sentido que vai al\u00e9m do que \u00e9 utilizado tradicionalmente por arquitetos, engenheiros e que outros designers profissionais atribuiriam a ele. O&nbsp;<\/em><strong><em>Design \u00e9 visto como uma \u00e1rea de conhecimento que se equipara com as \u00e1reas de Ci\u00eancias e as Humanidades<\/em><\/strong><em>, com a sua pr\u00f3pria linguagem, vocabul\u00e1rio e sintaxe atrav\u00e9s da modelagem estrat\u00e9gica ou f\u00edsica.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Para a&nbsp;<\/em><strong><em>World Design Organization<\/em><\/strong><em>, Design \u00e9 um processo estrat\u00e9gico de resolu\u00e7\u00e3o de problemas que impulsiona a inova\u00e7\u00e3o, constr\u00f3i o sucesso do neg\u00f3cio por meio de produtos originais, sistemas, servi\u00e7os e experi\u00eancias.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Herbert Simon<\/em><\/strong><em>&nbsp;disse que todo aquele que se lan\u00e7a ao design est\u00e1 transformando situa\u00e7\u00f5es existentes em situa\u00e7\u00f5es preferidas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Para&nbsp;<\/em><strong><em>Rafael Cardoso<\/em><\/strong><em>, a import\u00e2ncia do design reside em sua capacidade de construir pontes e forjar rela\u00e7\u00f5es num mundo cada vez mais esfacelado pela especializa\u00e7\u00e3o e fragmenta\u00e7\u00e3o de saberes.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Marty Neumeier<\/em><\/strong><em>&nbsp;relatou que o Design est\u00e1 alinhando as finan\u00e7as \u00e0 criatividade com for\u00e7a o bastante para mudar as regras dos investimentos. Para o consultor, o Design motiva a inova\u00e7\u00e3o, a inova\u00e7\u00e3o d\u00e1 poder \u00e0 marca, a marca constr\u00f3i a fidelidade e a fidelidade sustenta os lucros.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Para&nbsp;<\/em><strong><em>Lowell Bryan<\/em><\/strong><em>, os Designers atuam como agentes de mudan\u00e7a, produtores de ativos intang\u00edveis, geradores de valores in\u00e9ditos para as empresas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Beat Schneider<\/em><\/strong><em>&nbsp;afirmou que Design \u00e9 a visualiza\u00e7\u00e3o criativa e sistem\u00e1tica dos processos de intera\u00e7\u00e3o, das mensagens de diferentes atores sociais e das diferentes fun\u00e7\u00f5es de objetos de uso e sua adequa\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades dos usu\u00e1rios ou aos efeitos sobre os receptores.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Para&nbsp;<\/em><strong><em>Helena Katz,&nbsp;<\/em><\/strong><em>Design \u00e9 a organiza\u00e7\u00e3o das partes de um todo, de um modo que os componentes produzam o que foi planejado.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Nigel Cross&nbsp;<\/em><\/strong><em>definiu Design \u00e9 a capacidade de resolu\u00e7\u00e3o de problemas mal definidos, com solu\u00e7\u00e3o focada em estrat\u00e9gias cognitivas, pensamento abdutivo (mais adiante Peirce explica) ou aposicional e meios de comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o-verbal de modelagem.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><em>Mas e o Desenho Industrial?<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><em>Para&nbsp;<\/em><strong><em>Joaquim Redig<\/em><\/strong><em>&nbsp;Desenho Industrial (Design) \u00e9 o equacionamento simult\u00e2neo de fatores ergon\u00f4micos, perceptivos, antropol\u00f3gicos, tecnol\u00f3gicos, econ\u00f4micos e ecol\u00f3gicos, no projeto dos elementos e estruturas f\u00edsicas necess\u00e1rias \u00e0 vida, ao bem estar e\/ou a cultura do homem.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Luiz Vidal de Negreiros Gomes<\/em><\/strong><em>&nbsp;definiu Desenho como s\u00edntese criativa de fatores e elementos; o conjunto de atitudes e comportamentos que se apresentam ao longo do processo de projeta\u00e7\u00e3o de um produto. Vidal ainda fez contribui\u00e7\u00f5es a defini\u00e7\u00e3o de Redig inserindo os fatores geom\u00e9tricos, mercadol\u00f3gicos, filos\u00f3ficos e psicol\u00f3gicos em substitui\u00e7\u00e3o aos perceptivos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Para<\/em><strong><em>&nbsp;Bruce Nussbaum<\/em><\/strong><em>, n\u00e3o s\u00e3o apenas produtos que s\u00e3o pass\u00edveis de serem desenhados, mas tamb\u00e9m um organograma, uma experi\u00eancia social ou a performance de uma equipe.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Victor Papanek&nbsp;<\/em><\/strong><em>defendeu que<\/em><strong><\/strong><em>o Design \u00e9 visto como um esfor\u00e7o proveniente da consci\u00eancia e da intui\u00e7\u00e3o para impor a ordena\u00e7\u00e3o do sentido l\u00f3gico de ideias e formas. \u00c9 uma das for\u00e7as motrizes humanas mais b\u00e1sicas, com forte componente intelectual e emocional que, na sua a\u00e7\u00e3o, procura ordenar, arranjar, organizar e disciplinar um ambiente, que se apresenta desordenado.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Para&nbsp;<\/em><strong><em>Bruce Archer<\/em><\/strong><em>, o designer \u00e9 algu\u00e9m que formula uma prescri\u00e7\u00e3o para artefatos ou sistemas de produto, \u00e0 luz de todas as relevantes considera\u00e7\u00f5es funcionais e requisitos construtivos, econ\u00f4micos, mercadol\u00f3gicos, ergon\u00f4micos e est\u00e9ticos. Archer prop\u00f4s o conceito de Design awareness (consci\u00eancia do Design) como algo complementar ao conhecimento das letras e dos n\u00fameros. Archer defendia que o Design deveria figurar entre as duas grandes \u00e1reas do conhecimento (Ci\u00eancias e Humanidades) como elemento vital a forma\u00e7\u00e3o integral do sujeito. Tal abordagem ganhou muita for\u00e7a na Royal College of Art e na Open University.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><em>E quanto ao Design Estrat\u00e9gico<\/em><strong><\/strong><em>(DE)?<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong><em>Francesco Zurlo&nbsp;<\/em><\/strong><em>definiu o DE como um agente capaz de promover uma transforma\u00e7\u00e3o na organiza\u00e7\u00e3o, pois atua diretamente na imagem corporativa e no seu reposicionamento e ressignifica\u00e7\u00e3o, tornando-a \u00fanica e dif\u00edcil de ser copiada.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Magalh\u00e3es&nbsp;<\/em><\/strong><em>defendeu que o design pode ser utilizado como um processo de catalisa\u00e7\u00e3o, sintetiza\u00e7\u00e3o e materializa\u00e7\u00e3o de conhecimentos e informa\u00e7\u00f5es em produtos e servi\u00e7os. O design estrat\u00e9gico materializa-se quando o importante \u00e9 desenvolver o produto certo \u2013 efic\u00e1cia do processo de design &#8211; e n\u00e3o somente desenvolver corretamente o produto \u2013 efici\u00eancia no processo de design. Entende-se por design estrat\u00e9gico \u201cuma forma de atua\u00e7\u00e3o deste profissional direcionada para a gest\u00e3o do design nas empresas, ou seja, ocupando-se da orienta\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica do design, apoiado por an\u00e1lises de fatores internos e externos \u00e0s empresas, em um n\u00edvel hier\u00e1rquico mais alto dentro destas e desde as primeiras fases do desenvolvimento de produtos\u201d. Para tanto, o design deve estar inserido na estrat\u00e9gia empresarial.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Para&nbsp;<\/em><strong><em>Best<\/em><\/strong><em>, o Design estrat\u00e9gico pode ser entendido como o est\u00e1gio no qual os projetos de design s\u00e3o concebidos e cujo foco est\u00e1 na identifica\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es para que ferramentas de design possam ser propostas e promovidas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Gillespie&nbsp;<\/em><\/strong><em>afirmou que no contexto organizacional, estrat\u00e9gia e design s\u00e3o atividades globais da empresa. O design \u00e9 tido como uma for\u00e7a de integra\u00e7\u00e3o entre todas as ferramentas da empresa e deve trabalhar pr\u00f3ximo principalmente do marketing e da engenharia, al\u00e9m de estar em contato com os clientes e tecnologia, propondo uma estrutura de a\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica do design.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Marco Steinberg&nbsp;<\/em><\/strong><em>diferencia design operacional e design estrat\u00e9gico dizendo que o primeiro d\u00e1 sentido a objetos, enquanto o design estrat\u00e9gico da sentido a decis\u00f5es.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Para&nbsp;<\/em><strong><em>Dijon de Moraes<\/em><\/strong><em>, o design, por sua capacidade multidisciplinar e transversal pode tamb\u00e9m fornecer r\u00e1pidas respostas por meio de produtos imagens e novas possibilidades de intera\u00e7\u00e3o. Esse fato faz do design um protagonista dentre as demais disciplinas projetuais contempor\u00e2neas, agindo como um complemento ao design estrat\u00e9gico. O design estrat\u00e9gico apresenta-se de forma a suprir os desejos dos consumidores atrav\u00e9s de um modelo parametrizado pelo design com a produ\u00e7\u00e3o de efeitos e sentidos que geram valor a um produto ou servi\u00e7o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><em>E o Design de Neg\u00f3cios (DN)?<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><em>Para&nbsp;<\/em><strong><em>Roger Martin<\/em><\/strong><em>, o DN \u00e9 uma abordagem que prega a cria\u00e7\u00e3o de valor em neg\u00f3cios, que reconcilia dois modelos existentes, por\u00e9m incompletos: a) Modelo 1, baseado em rigorosas an\u00e1lises quantitativas, que busca verdades e certezas sobre o mundo e se baseia nas l\u00f3gicas dedutivas e indutivas; b) Modelo 2, uma rea\u00e7\u00e3o ao crescimento do modelo anal\u00edtico de gerenciamento, centrado na primazia da criatividade e da inova\u00e7\u00e3o, um modelo que acredita que o excesso de an\u00e1lises quantitativas baniu a criatividade do mundo dos neg\u00f3cios.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>John Dewey&nbsp;<\/em><\/strong><em>\u00e9 reconhecido como um dos fundadores do pragmatismo norte-americano (juntamente com Charles Sanders Peirce, William James e George Mead). Dewey argumentava que s\u00f3 se poderia chegar ao entendimento por meio da pr\u00f3pria experi\u00eancia. Entre esses primeiros pragmatistas, talvez o maior deles e certamente o mais intrigante tenha sido Charles Snaders Peirce.<\/em><strong><em>&nbsp;Peirce<\/em><\/strong><em>&nbsp;era fascinado pela origem das novas ideias e acreditava que elas n\u00e3o surgiam das formas convencionais da l\u00f3gica declarativa (pensamento dedutivo e indutivo). Al\u00e9m disso, se as novas ideias n\u00e3o eram produto de duas formas aceitas de l\u00f3gica, argumentou, \u00e9 preciso haver um terceiro modo l\u00f3gico fundamental, o pensamento abdutivo (a l\u00f3gica do que pode vir a ser ou o projeto de cen\u00e1rios).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Contudo, o racioc\u00ednio abdutivo \u00e9 um risco que muitas lideran\u00e7as n\u00e3o assumir\u00e3o, pois ele n\u00e3o \u00e9 consistente nem confi\u00e1vel. Tampouco cumpre fielmente os or\u00e7amentos predefinidos e nos pensamentos de planilha discutidos em reuni\u00f5es enfadonhas de BSC. No entanto,&nbsp;<\/em><strong><em>o maior risco consiste em manter um ambiente hostil ao racioc\u00ednio abdutivo, \u00e0 criatividade, o elemento fundamental dos adeptos do Design Thinking e do Design de Neg\u00f3cios<\/em><\/strong><em>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O processo de Design de Modelos de Neg\u00f3cios, proposto por&nbsp;<\/em><strong><em>Osterwalder e Pgneur<\/em><\/strong><em>&nbsp;possui cinco fases: Mobiliza\u00e7\u00e3o, Compreens\u00e3o, Design, Implementa\u00e7\u00e3o e Gerenciamento.&nbsp;Ao falar sobre Design de Neg\u00f3cios, Osterwalder relata que os designers enxergam um Modelo de Neg\u00f3cio pelos olhos dos clientes, estrat\u00e9gia que pode levar \u00e0 descoberta de oportunidades completamente novas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Schumacher&nbsp;<\/em><\/strong><em>defende que a rela\u00e7\u00e3o do Design com a economia s\u00e3o dignas de considera\u00e7\u00e3o por qualquer corpo diretivo. O Design tem emergido como um diferencial significativo na cria\u00e7\u00e3o de novos mercados e est\u00e1 no topo da agenda nacional de muitos pa\u00edses. Governos em todo o mundo reconheceram a import\u00e2ncia do Design para a competitividade nacional.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Mozota&nbsp;<\/em><\/strong><em>afirma que o novo modelo organizacional centrado no Design de Neg\u00f3cios incorporou conceitos tais como gest\u00e3o direcionada ao cliente, gest\u00e3o por projetos e gest\u00e3o da qualidade total, com os quais o Design est\u00e1 intimamente relacionado, o que exigiu uma mudan\u00e7a na vis\u00e3o e no comportamento corporativo. Aspectos como criatividade, iniciativa, aten\u00e7\u00e3o aos detalhes, preocupa\u00e7\u00e3o com o usu\u00e1rio, t\u00edpicos do campo do Design, transformaram-se em ferramentas-chave da administra\u00e7\u00e3o, bem como da sustenta\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o de mudan\u00e7as.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><em>E que tal o Design de Servi\u00e7os (DS)?<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><em>Para o&nbsp;<\/em><strong><em>Copenhagen Institute of Interaction Design<\/em><\/strong><em>, Design de Servi\u00e7os \u00e9 uma \u00e1rea emergente focada na cria\u00e7\u00e3o de experi\u00eancias bem pensadas, usando uma combina\u00e7\u00e3o de meios tang\u00edveis e intang\u00edveis.&nbsp;Como pr\u00e1tica, resulta no design de sistemas e processos que objetivam fornecer um servi\u00e7o hol\u00edstico para o usu\u00e1rio.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O Design de Servi\u00e7os utiliza a abordagem do Design Thinking para projetar servi\u00e7os. Para&nbsp;<\/em><strong><em>Luis Alt<\/em><\/strong><em>, o DS \u00e9 uma disciplina que prop\u00f5e o pensamento estrat\u00e9gico e operacional dos servi\u00e7os com a vis\u00e3o de quem os utiliza e os prov\u00ea. Quando voc\u00ea tem duas cafeterias, uma ao lado da outra, e elas vendem exatamente o mesmo caf\u00e9, exatamente ao mesmo pre\u00e7o, Design de Servi\u00e7os \u00e9 o que faz voc\u00ea entrar em uma e n\u00e3o na outra.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Marc Stickdorn e Jacob Schneider<\/em><\/strong><em>&nbsp;definiram servi\u00e7os como uma s\u00e9rie de intera\u00e7\u00f5es entre clientes de um sistema no qual as organiza por meio de diferentes pontos de contato da jornada do consumidor.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Moritz&nbsp;<\/em><\/strong><em>relatou que cada um dos contatos que a empresa possui com seu cliente \u00e9 denominado de&nbsp;touchpoint (ponto de contato). Basicamente, a percep\u00e7\u00e3o que o cliente tem se d\u00e1 a partir da qualidade da intera\u00e7\u00e3o em cada um dos touchpoints, e, para desenvolver o servi\u00e7o de forma a satisfazer e tornar uma experi\u00eancia o mais completa e \u00fanica poss\u00edvel, surge e se desenvolve o service design.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Para&nbsp;<\/em><strong><em>Manzini<\/em><\/strong><em>, Servi\u00e7os s\u00e3o artefatos complexos configurados por diferentes atores diferentes arquiteturas de sistemas, diferentes relacionamentos materiais e imateriais.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Moggridge&nbsp;<\/em><\/strong><em>relatou que o Design de Servi\u00e7os diz respeito ao design das experi\u00eancias intang\u00edveis que as pessoas tem ao longo de m\u00faltiplos pontos de contato com uma organiza\u00e7\u00e3o, ao longo do tempo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Para&nbsp;<\/em><strong><em>Mager<\/em><\/strong><em>, o Design de Servi\u00e7os tem por objetivo assegurar que o servi\u00e7o seja \u00fatil, us\u00e1vel e desej\u00e1vel do ponto de vista dos clientes; e efetivo, eficiente e distinto do ponto de vista do fornecedor. Os designers de servi\u00e7o visualizam, formulam e coreografam solu\u00e7\u00f5es para problemas que n\u00e3o necessariamente existem hoje. Eles observam e interpretam padr\u00f5es de comportamento e requerimentos e transformam-os em futuros servi\u00e7os.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><em>Mas e o Design Thinking (DT)?<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong><em>Design Thinking (DT) \u00e9 uma abordagem para a inova\u00e7\u00e3o centrada no ser humano<\/em><\/strong><em>. O DT possui&nbsp;<\/em><strong><em>tr\u00eas pilares<\/em><\/strong><em>, s\u00e3o eles:&nbsp;<\/em><strong><em>Empatia, Colabora\u00e7\u00e3o e Experimenta\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/em><\/strong><em>Tais pilares levam em considera\u00e7\u00e3o tr\u00eas aspectos: Solu\u00e7\u00f5es&nbsp;<\/em><strong><em>desej\u00e1veis&nbsp;<\/em><\/strong><em>(demanda\/usu\u00e1rio), Solu\u00e7\u00f5es&nbsp;<\/em><strong><em>pratic\u00e1veis&nbsp;<\/em><\/strong><em>(tecnologia\/processos) e Solu\u00e7\u00f5es&nbsp;<\/em><strong><em>vi\u00e1veis&nbsp;<\/em><\/strong><em>(recursos\/neg\u00f3cios).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Idris Mootee<\/em><\/strong><em>&nbsp;definiu o DT como um equil\u00edbrio entre neg\u00f3cio e arte, estrutura e caos, intui\u00e7\u00e3o e l\u00f3gica, conceito e execu\u00e7\u00e3o, ludicidade e formalidade, controle e empoderamento.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Tim Brown<\/em><\/strong><em>, defende que o DT \u00e9 um caminho alternativo do Design como forma de pensar. Em poucas palavras, o DT sugere que, em vez de analisar alternativas existentes, \u00e9 melhor desenhar futuros alternativos que fa\u00e7am sentido, que tragam algum significado para as pessoas que sejam v\u00e1lidos e relevantes. O DT prop\u00f5e ainda a compreens\u00e3o mais ampla e profunda da experi\u00eancia das pessoas, dos problemas que nos afligem na condi\u00e7\u00e3o de consumidores e como sociedade. O DT se transforma, ent\u00e3o, em processo, em m\u00e9todo de inova\u00e7\u00e3o, co-cria\u00e7\u00e3o, visualiza\u00e7\u00e3o, prototipa\u00e7\u00e3o e modelagem do neg\u00f3cio.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>De acordo com&nbsp;<\/em><strong><em>Christensen<\/em><\/strong><em>, o DT pode ser adotado em todos os n\u00edveis de uma organiza\u00e7\u00e3o para ajudar a construir produtos e sistemas inovadores, e para melhorar a experi\u00eancia dos clientes.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Para&nbsp;<\/em><strong><em>Fraser<\/em><\/strong><em>, DT \u00e9 o reenquadramento de oportunidades em um sentido estrat\u00e9gico.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Para&nbsp;<\/em><strong><em>Suri e Hendrix<\/em><\/strong><em>, DT envolve muito mais do que a aplica\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos: para criar valor, os m\u00e9todos devem ser aplicados em conjunto com sensibilidades de design. Sensibilidade de design consiste na capacidade de explorar as qualidades intuitivas, como a alegria, a beleza, o significado pessoal e resson\u00e2ncia cultural.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Por fim, cabe a reflex\u00e3o de uma not\u00e1vel estat\u00edstica que sustenta a necessidade de investimento em Design. Voc\u00ea sabia que&nbsp;<\/em><strong><em>nos \u00faltimos 10 anos, a China j\u00e1 criou mais de 1.000 novas escolas de Design<\/em><\/strong><em>?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Al\u00e9m do crescimento da fabrica\u00e7\u00e3o chinesa nas \u00faltimas d\u00e9cadas,&nbsp;<\/em><strong><em>a lideran\u00e7a da China prev\u00ea que a inova\u00e7\u00e3o e o pensamento criativo ser\u00e3o as chaves para o sucesso econ\u00f4mico<\/em><\/strong><em>&nbsp;no futuro.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Al\u00e9m da China, o&nbsp;<\/em><strong><em>desenvolvimento da educa\u00e7\u00e3o do Design como parte de uma pol\u00edtica nacional \u00e9 particularmente forte em outros pa\u00edses asi\u00e1ticos, tais como Coreia, Singapura e Jap\u00e3o<\/em><\/strong><em>. Para Lee e Breitenberg, isso se d\u00e1, em parte, \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de que as formas tradicionais de aprendizagem em muitos pa\u00edses asi\u00e1ticos, como a imita\u00e7\u00e3o, repeti\u00e7\u00e3o, memoriza\u00e7\u00e3o e uma defer\u00eancia absoluta \u00e0 autoridade do professor, pelo menos tendo em conta os padr\u00f5es ocidentais, n\u00e3o promovem o tipo de pensamento criativo que esses pa\u00edses veem como fundamental para seu futuro econ\u00f4mico.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Se voc\u00ea faz parte da pequena amostragem de pessoas que leu esse artigo at\u00e9 aqui, parab\u00e9ns! Creio que agora fica f\u00e1cil compreender o que h\u00e1 de comum entre as 10 empresas mais valiosas do mundo segundo&nbsp;<\/em><a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/marketing\/marcas-mais-valiosas-2017\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>ranking&nbsp;<\/em><\/a><em>da Brand Finance.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Que tal um e-<a href=\"https:\/\/www.danielquintanasperb.com.br\/pages\/por-que-o-design-vai-salvar-ou-ressignificar-o-seu-negocio\/\">Book<\/a> com mais algumas informa\u00e7\u00f5es? <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea j\u00e1 parou para pensar que modelos de neg\u00f3cios que se desenvolveram em uma economia industrial est\u00e3o expirando devido a incompatibilidade com a era do conhecimento, baseada na nova ordem da economia criativa? Faz sentido para voc\u00ea?<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2987,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[32],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.danielquintanasperb.com.br\/website\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2693"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.danielquintanasperb.com.br\/website\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.danielquintanasperb.com.br\/website\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.danielquintanasperb.com.br\/website\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.danielquintanasperb.com.br\/website\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2693"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.danielquintanasperb.com.br\/website\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2693\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2873,"href":"https:\/\/www.danielquintanasperb.com.br\/website\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2693\/revisions\/2873"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.danielquintanasperb.com.br\/website\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2987"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.danielquintanasperb.com.br\/website\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2693"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.danielquintanasperb.com.br\/website\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2693"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.danielquintanasperb.com.br\/website\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2693"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}